Disciplina Curricular

Rega e Drenagem RDre

Mestrado Bolonha em Ciência de Dados em Agricultura, Alimentação, Floresta e Ambiente - M.CDAAFA 2022/2023

Contextos

Grupo: M.CDAAFA 2022/2023 > 2º Ciclo > Parte Escolar > OPTATIVAS > Optativas 1 Ano, 1 Sem. ( Opção 1 e Opção 2 )

Período:

Peso

6.0 (para cálculo da média)

Objectivos

Obter uma compreensão dos processos e ferramentas necessárias à gestão de sistemas de rega e de conselho aos regantes ao nível da parcela, os modos de rega e os problemas técnicos, económicos e ambientais subjacentes a uma seleção adequada dos equipamentos, o projeto de rega, bem como obter a cultura necessária ao planeamento de regadios e gestão integrada de recursos hídricos e naturais.

Programa

I Parte Apresentação da disciplina, calendarização, documentos de trabalho, modo de avaliação de conhecimentos. Rega e gestão da água - contexto geográfico, pedo-climático, hidrológico. Objectivos da rega. Distinguir finalidades de projecto e de gestão da rega. Importância quantitativa da rega em Portugal (por bacias hidrográficas, por culturas, ...) e seu significado. Gestão do recurso água; casos especiais, relação com a conservação dos recursos. Referência a pré-requisitos principais para exercícios práticos de revisão e aplicação no contexto da disciplina.
Os parâmetros de rega e necessidade de obter ET por medição ou estimativa. Medição ou estimativa, quando e porquê? Métodos de medição da ET: limitações e contextos de aplicação, equipamentos relevantes. Quantificar o uso da água para o projecto de rega. Discussão sobre equações empíricas e de base física para estimar ETo; contextos de aplicação, selecção e conceitos subjacentes à equação de PM, na versão geral e na versão com parâmetros adequados para ETo; versão FAO 56. A estimativa da ET. Conceito de evapotranspiração de referência (revisão). A equação de Penman-Monteith: sub-rotinas e cálculos; exercício de aplicação.
Evapotranspiração cultural; determinantes e componentes do coeficiente cultural (abordagens semi-empíricas, versão simples e dual: primeira abordagem). Importância dos vários índices de vegetação; discussão da sua relevância e interesse relativo neste contexto. Vegetação atípica, outros casos especiais. Resultados experimentais.
Oportunidade de rega e dotação de rega: procedimento clássico e análise crítica. Modelação do balanço hídrico e das necessidades de rega em conforto hídrico e em stress moderado (exercícios). Relações rega-produção (coeficientes de sensibilidade hídrica). Tipos de rega deficitária, controvérsias e maus usos. Coeficientes de stress hídrico (Ks), funções Ks e factores de variação. Método FAO para estimar Ks (exercícios), abordagem crítica.
Situações em que os modelos simples podem falhar e importância do diagnóstico do estado hídrico do solo e/ou plantas, especialmente em rega deficitária. Seleção e uso de indicadores de conforto hídrico na programação da rega de conforto e da rega deficitária. Erros nos modelos simples: das razões às soluções. Combinação de modelos e sensores de indicadores de conforto na programação e condução da rega. Conceito de auto- aprendizagem em rega deficitária.
Explicação das etapas a seguir e organização do estudo de projeto para avaliação em grupos (quanto, quando, como regar, dimensionamento das infra estruturas na parcela) - em rega de conforto (herbácea) e em rega deficitária (lenhosa). Acesso a dados para uso de séries históricas. Trabalho em grupos acompanhado (parte I - estimativa da evapotranspiração para determinar as necessidades de rega em situação de ponta e calendarização da rega de conforto e deficitária). Sequência do projeto. Teste de avaliação nº 1 (sobre matéria aulas 1 a 13) - 2,5 horas.
II Parte
Caudal de projeto e sectores de rega, regras gerais de dimensionamento. Trabalho em grupos acompanhado (parte 1 - necessidades de rega e calendário previsto em situação de ponta - trabalho fora das aulas - esta aula destina-se a concluir esta parte e sintetizar resultados.
Métodos de rega (análise comparada), uniformidade e eficiências. Rega por aspersão e micro rega: princípios, equipamentos e sua seleção. Dimensionamento dos equipamentos de distribuição e adução e cálculo das perdas de carga; dimensionamento de um sistema de bombagem; aplicação no exercício de projeto. Rega por rampa pivotante. Automação e automatização em sistemas de rega sob pressão. Rega de superfície: métodos e modernização.
Trabalho de projeto acompanhado (parte 2: estudo de projeto do sistema de rega) Apresentação e discussão dos trabalhos de grupo (exercício para projeto de rega: aspersão, localizada, rampa pivotante). (Redes de rega de superfície e em pressão: funcionamento, regulação e controlo, princípios de gestão)
Drenagem 1 _ Introdução. Benefícios da drenagem. Solo e Drenagem. Dinâmica da água no solo. Fórmulas de drenagem. Drenagem 2 - Fórmulas da drenagem. Técnicas de drenagem. Exercícios. Drenagem 3 _ Critérios de drenagem. Determinação da condutividade hidráulica. Drenagem 4 _ Estudos e investigações de drenagem. Manutenção das redes de drenagem. Drenagem de terrenos inclinados. Drenagem superficial. Drenos toupeira.
Estudo de projeto (parte II), com sessões de apresentação (14 horas, além das aulas).
Teste de avaliação nº 2 (sobre matéria aulas 14 a 28) - 2,5 horas.

Métodos de ensino e avaliação

Seguem-se as regras gerais em vigor no ISA com as particularidades que se descrevem. Para serem aprovados, os alunos dispõem das seguintes modalidades: 1. Exame final (acesso mediante frequência com projecto e presença aulas – ver condições de obtenção de frequência). 2. Avaliação contínua (AC), com as seguintes componentes: a) dois testes (pesos de 40% para teste 1 e 40% para teste 2). Nota mínima em cada teste: 35%, b) um estudo de projecto (20%) sobre dimensionamento (aspersão/micro-rega, 12%), recorrendo a cálculo em excel, baseando-se em pesquisa bibliográfica para obter os parâmetros e variáveis necessários. A classificação é atribuída ao grupo pela parte escrita (memória descritiva, lay-out e cálculos) e apresentação oral, incluindo respostas individuais, podendo haver discriminação individual da classificação. A classificação inclui assim a participação activa nas aulas de projecto, documento escrito, apresentação e respostas durante a discussão. Nota mínima de exame ou da média ponderada da avaliação contínua: 9,5 valores. Obtenção de frequência Frequência em aproximadamente 35% das aulas (por amostragem), 100% das aulas obrigatórias, nota individual mínima de 10 valores no projecto. Os alunos não aprovados em avaliação contínua podem apresentar-se a exame final desde que tenham frequência (participado inteiramente, apresentado e discutido o estudo de projecto e frequentado pelo menos 35% das aulas no seu conjunto e 100% das aulas obrigatórias, excepto em casos especiais devidamente documentados/autorizados por escrito). Para os alunos que se apresentam a exame, não repetentes, a classificação do projecto poderá ser considerada a 10%. Os alunos repetentes, com frequência anterior válida, estão dispensados da participação no projecto, podendo fazer os testes.

Disciplinas Execução

2022/2023 - 1º semestre